*SAGRADA UMBANDA* Isaias Pintto . Sacerdote de Umbanda


22/02/2012


CONHECENDO A SAGRADA UMBANDA - SACERDOTE ISAIAS PINTTO

SAGRADA UMBANDA "CONGÁ SAGRADO PAI SERAFIM DO CONGO, CACIQUE PENA BRANCA e OGUM DE RONDA"



Doutrina da Sagrada Umbanda, acreditamos que a Umbanda seja uma religião Universalista reorganizada no Brasil.  Acreditamos que seus princípios são aceitos em qualquer lugar do planeta, pois são Amor, Caridade, Fé e Responsabilidade.

Umbanda é uma mistura de Ciência, Filosofia, exercícios para potencialização de força e fé; seus princípios e rituais  devem ser coerentes com a razão e fé.

Levamos ao conhecimento a importância da fé,  da emoção, mas ensinando que tudo, até elas,  devem ser também  exercidas de forma equilibrada. Não pregamos adorações, mas sim respeito para com os semelhantes, com outras religiões e seus preceitos, buscando sempre as compreensões diversas. Compreender não é aceitar, mas muito diferente de combater. Semeamos aqui o respeito a si e aos semelhantes.  Abolimos os julgamentos, exercitamos as aceitações das coisas de Deus.

Pedimos ao Senhor Criador e Mestre Jesus que possamos sempre irradiar vibrações de Amor.  E pelos erros dos homens, rogamos junto ao Alto e a Deus, através de seus Tronos, Sagrados Orixás, para que seja feita a Sua vontade,  se deem as transformações de condutas, alterações de correntes vibratórias,  que ocorra o reequilíbrio, seja ele físico, energético, psíquico, vibracional, moral e espiritual. 

Sabemos que o que devemos ter é  Amor pelo Criador, pelo Sagrado, pelo Alto.  

Também aceitamos os fundamentos Espíritas, apresentados pela filosofia Kardecista, pois tal pura que é não poderia ficar à margem. Procuramos estar contidos nas graças de seus  fundamentos. 

Temos conhecimento de que nesses fundamentos foi estudado apenas o que se passava dentro das paredes da Religião Espírita,  advinda de apresentações desordenadas a princípio, depois ordenada e pesquisada por Allan Kardec por toda sua encarnação, sem mesmo tempo de chegar aos estudos de outras práticas espiritualistas que já se faziam  milenares em outros continentes, além do Europeu. 

(Para conhecimento: O Espiritismo moderno teve seu começo em 1848, na cidade de Hydesville, Estado de Nova Iorque (Estados Unidos). Duas irmãs da família Fox, Katherine e Margaretha, ouviam, com frequência, seus dedos estalarem e tiveram a impressão de que isso fosse repetido por alguém. Não tendo uma explicação para o fenômeno, concluíram que tratava-se de um espírito que queria entrar em comunicação com elas.

Essa intuição expandiu-se e outras apareceram: mesas que respondiam a golpes, movimentos de objetos, copos procurando letras do alfabeto, etc.  Muitas vezes as manifestações espirituais foram apresentadas de forma espetacular em circos e shows diversos, por pura ignorância.

O espiritismo como doutrina, no entanto, surgiu a partir da publicação, na França, em 1857, do O livro dos espíritos, de Allan Kardec, pseudônimo do professor Hippolyte Léon Denizard Rivail.)

Já outros Cultos existem há séculos. Observem que a Bíblia já citava "O culto espiritual" em um comentário de "1Coríntios 11-14" que aborda estas questões a partir dos problemas ocorridos naquela igreja -- que, diga-se de passagem, são muito parecidos com os de nossa sociedade.  Mas existêm registros muito antes dos bíblicos das manifestações espirituais junto aos encarnados.


A Ciência e Religião devem caminhar juntas, da mesma forma com as demais expressões do conhecimento humano a Arte e a Filosofia. Quando estudados estes fatores de forma conjunta chegamos ao Umbandismo.

 
Na Sagrada Umbanda, religião Monoteísta ou seja só acreditamos em um único Deus,  que chamado também por Olorun, Olódùmarè na Mitologia Yoruba e no Culto de Ifá .  Já  nas Religiões Afro-brasileiras, Deus é citado como Olorum que é o dono do Orun (Céu) e Criador do Orun e do Aiye ( o Céu e a Terra ).  Deus amado, que na Umbanda também chamamos de Zambi, Tupã Maior por algumas entidades  espirituais indígenas.  Na mitologia Yoruba se tem Òrisanlá  ou  Obàtálá, o primeiro filho de Olorun,  sendo então o primeiro de todos Orixás. Seu primeiro TRONO,  criador da Terra, dos Homens, Animais e Plantas, sendo então o Maior de todos Orixás.  Na Umbanda temos este Orixá assemelhado como  "Pai - Filho".  

Já  Ifá citado acima é a divindade do Oráculo, aquele que traz a informação através dos búzios no Candomblé.

Lembramos que na Sagrada Umbanda não temos nenhum Oráculo. 

Se Olorun é o Pai, Obatalá é o Filho então  Ifá  é o Espírito Santo. Sim Espirito Santo aquele que traz a informação, que conduz, orienta. Não é um Orixá (Trono de Deus), mas sim um intermediário entre os Orixás e os Homens, trazendo conselhos, orientações. 

Quantas vezes vemos irmãos de outras religiões dizendo "ouvirem" o Espirito Santo, muitas vezes ouvem amigos, vocês não creem?  Eu creio.  

Ifá se manifesta das mais variadas maneiras, não só pelos búzios.  Os búzios são uma delas. 

Se fosse só pelos búzios, nossa Umbanda que não possui Sacerdotes com mãos de Búzios, pois isto é preceito exclusivo do Candomblé, .  a Sagrada Umbanda como outras que não têm Sacerdotes desse gênero, estaríamos nós juntos com os Católicos, Evangélicos, Kardecistas, desamparados não é mesmo?

Lógico que existem alguns segmentos da Umbanda onde Sacerdotes advindos do Candomblé  trazem em suas formações sacerdotais o poder e habilitações sagradas de jogá-los, mas deixo claro aqui que este preceito de Jogo de Búzios é do Candomblé. Caso fosse empregado na Sagrada Umbanda teria que ser de forma gratuíta e sem tipos de oferendas, ebós que são exclusivas do Candomblé. Por isso não temos Oráculos.

Deus com sua sabedoria então proporciona a atuação de Ifá de outras formas, como junto às irradiações, manifestações espirituais, nas intuições verdadeiras dos médiuns. Está presente Ifá ali junto aos encarnados e espíritos de luz,  como dizem "falando" com cristãos de outras religiões, intuindo os médiuns, pastores, padres, verdadeiros clarividentes,  profissionais da saúde, etc.

Para os umbandistas, Ifá é tido como a estrela que guiou os Magos ao encontro de Jesus recém-nascido, a Pomba - verdadeiro símbolo do Divino Espírito Santo. Ifá é considerado como elemento de ligação mágica entre Zambi / Deus e Oxalá / Jesus. A aproximação entre Ifá e o Divino Espírito Santo é ainda puramente conceitual, não se inserindo nas práticas rituais, nem nas letras dos pontos cantados.


O nome de Ifá ainda muito permanece ligado à prática do jogo advinhatório com os búzios. A fenomenologia do seu sincretismo com o Divino Espírito Santo sendo lacunosa e as etapas de seu processo sincrético desconhecidas. Ifá alçado à posição de terceira pessoa de uma trindade superior, paralela à Trindade Cristã, por ser mal conhecido, se encontra em posição imprecisa e vaga, razão pela qual, em muitas casas não foi assumido no culto, na posição correspondente à que deveria ocupar. Daí não ser em muitas e muitas casas louvado no início das giras, como sucede com Oxalá, que sincretizam com Jesus Cristo.  Na Sagrada Umbanda temos Jesus Cristo como Grande Mestre Ascenso, Filho de Deus Pai. 
Temos Oxalá ( Orixalá , Oxalá ou Oxalufan "Oxalá Maduro e Sábio"), formas ditas como primeira forma de Orixá criada por Olorum (Deus) , associados ao Ar e Água antes do início da criação do planeta Terra.   Ou seja como Oxaguiã ou Oxaguian (Oxalá Jovem e Guerreiro).  Oxaguiã (do iorubá Òrìşà Ògiyán) ou Ajaguna e em algumas grafias Oxodiã ou Oxanguiã é um Orixá jovem e guerreiro, tido como o Oxalá moço ou menino.  Observem que são alterações energéticas e vibracionais de uma única e ímpar irradiação. Todas do primeiro TRONO DE DEUS,  TRONO DA FÉ E RELIGIOSIDADE.

 

Com conhecimento de tantos nomes para um só Grande Criador, sabemos que ele se manifesta em todos os momentos e em qualquer situação.

Esta vontade divina manifesta-se através da ação dos Orixás primordiais, que em uma linguagem moderna de irmão também estudiosos são chamados Engenheiros Siderais.

Na mitologia africana encontramos mitos referentes a duas naturezas de orixás (divindades): Os “Orixás ancestrais ilustres” e os “Orixás Primordiais” chamados de Orixás Fun-Fun também conhecidos como Orixás do Pano Branco, na cultura Africana. 

Na Sagrada Umbanda, para compreensão dividimos os Orixás pelas polaridades, irradiações masculinas e femininas, um completando o outro, equilibrando os Tronos de Existência.  Exemplo:  Oxalá (Estrutura  Religisosa - Fator Congregador - masculino - Trono da Fé, Campo da Religiosidade - assentado no Positivo, Magnetizador )  com Oyá Tempo Logunam (Estrutura Religiosa - Fator Congregador - feminino - Trono da Fé - Campo Religiosidade - assentado no Negativo, Cristalizadora)

De uma forma muito rápida e simples, podemos definir os Orixás primordiais como seres espirituais responsáveis pela criação do universo e consequentemente pela criação do planeta Terra.

É lógico que estes seres nunca viveram em nosso planeta fisicamente, sua evolução espiritual se dá em outras regiões do Universo.

Cada Orixá tem suas características e responsabilidades espirituais e que participaram no processo de formação do planeta Terra.

Nesse mesmo blog, procurando pelo índice, passeando em meus estudos,  acharão minhas postagens que lhes apresentarão como é a Sagrada Umbanda "Congá Sagrado Pai Serafim do Congo, Cacique Pena Branca e Ogum de Ronda".  Umbanda facilitadora, direcionadora, que tem por finalidade aproximar os Filhos de Deus sejam eles encarnados ou desencarnados da Luz.

Isaias Pintto Hernanndes - Sacerdote Sagrada Umbanda
Entidade Religiosa sem nenhum fim lucrativo no aspecto financeiro, já no espiritual evolutivo.... uma grande oportunidade.




Escrito por admiração ao autor e à fonte às 21h58
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15/02/2012


NA SAGRADA UMBANDA INEXISTÊNCIA DE SACRIFÍCIOS DE ANIMAIS.

 

http://www.youtube.com/watch?v=QWp9syw9Vfk

 

NO SUPER POP, PROGRAMA DE TELEVISÃO ASSUNTO DE EXTREMA IMPORTÂNCIA.

 


Escrito por admiração ao autor e à fonte às 09h15
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11/02/2012


ATENÇÃO PARA O REDIRECIONAMENTO DO BLOG

TENDO EM VISTA DIFICULDADES OPERACIONAIS COM O SISTEMA  DESTE BLOG, POIS HÁ TEMPO ESTAMOS AGUARDANDO MELHORIAS E ATUALIZAÇÕES POR PARTE DE QUEM ADMINISTRA À HOSPEDAGEM, FUI OBRIGADO A ABERTURA DO BLOG:  


http://sagrada-umbanda.blogspot.com/       


ENTÃO PEÇO QUE ALÉM DESTE BLOG, QUE CONTINUAREI POSTANDO, PORÉM TAMBÉM POSTAREI NO NOVO BLOG QUE SE MOSTRA MUITO MAIS EFICAZ NO ASPÉCTO DE FACILIDADES E VELOCIDADES DE POSTAGENS.


ENTÃO VISITEM :   

 

SAGRADA UMBANDA - Sacerdote Isaias Pintto

http://sagrada-umbanda.blogspot.com/

Escrito por admiração ao autor e à fonte às 10h18
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05/02/2012


VÍTÓRIA NA MANUTENÇÃO DO DIA DA UMBANDA EM JACAREÍ - SP.

Escrito por admiração ao autor e à fonte às 13h16
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04/02/2012


UMBANDISTA DEFENDE AS CONQUISTAS TÃO DIFÍCEIS PARA SEREM ALCANÇADAS

ATENÇÃO IRMÃOS UMBANDISTAS DA REGIÃO DO VALE DO PARAÍBA - SP E CIDADES VIZINHAS E PRÓXIMAS COMO: JACAREÍ , SÃO JOSÉ DOS CAMPOS, SANTA BRANCA, GUARAREMA, CAÇAPAVA, PARAIBUNA, MOGI DAS CRUZES, CARAGUATATUBA E REGIÃO ). DIVULGUEM ! DIVULGUEM !

UMBANDISTAS NÃO PODEREMOS PERDER O QUE CONSEGUIMOS COM SACRIFÍCIOS EM CONQUISTAR.




DIVULGUEM, DIVULGUEM !

A VOTAÇÃO SERÁ TERÇA-FEIRA  -  DIA 07 DE FEVEREIRO 2012 - CÂMARA MUNICIPAL DE JACAREÍ - SP.

PRECISAMOS MOSTRAR AOS SENHORES VEREADORES QUE UMBANDA É UMBANDA .

QUE  NÃO  CONCORDAMOS EM MUDAR O NOME DE " DIA DA UMBANDA " PARA  DIA DAS RELIGIÕES AFRO-BRASILEIRAS OU OUTRO NOME.  SABEMOS QUE A UMBANDA ESTÁ CONTIDO NESSE TERMO, PORÉM, QUE AS OUTRAS RELIGIÕES ALI CONTIDAS LUTEM E CONSIGAM SEUS DIAS DE COMEMORAÇÕES NOS CALENDÁRIOS MUNICIPAIS, ESTADUAIS, NACIONAIS.

A NOMENCLATURA :  DIA  DA  UMBANDA  ,  REPRESENTA MUITO PARA NÓS TODOS UMBANDISTAS DESTE PAIS !

 

A DIVERSIDADE RELIGIOSA  DEVE E TEM QUE SER RESPEITADA,  DEVEMOS SER UNIDOS, MAS COM RESPEITO ÀS CONQUISTAS DE TODOS.

 

QUALQUER ALTERAÇÃO  SOBRE A RELIGIÕES DA NAÇÃO  DEVEM SEREM  TOMADAS POR CONSENSO DAS RELIGIÕES DA NAÇÃO. ( NAÇÃO=CANDOMBLÉ  E SEUS TOQUES DISTINTOS, TIPOS DE CULTOS )

 

ALTERAÇÕES DA UMBANDA  DEVE SER TOMADAS POR CONSENSO DOS UMBANDISTAS, SE UMA ALTERAÇÃO EM DETERMIANDA REGIÃO, PELOS UMBANDISTAS DESTA REGIÃO, NO CASO DE LEGISLAÇÃO MUNICIPAL.   DEVERIA HAVER UM PLEBICITO DE VOTAÇÃO PELOS COMPROVADOS E LEGÍTIMOS UMBANDISTAS.


OU SEJA, CADA UM CUIDA DA SUA RELIGIÃO, PORÉM UNIDOS NA FÉ, NO AXÉ , RESPEITO AO SAGRADO E AO LIVRE ARBÍTRIO DE CADA UM.


Escrito por admiração ao autor e à fonte às 02h29
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UMBANDISTA TEMOS QUE DEFENDER O NOME DA UMBANDA !

Escrito por admiração ao autor e à fonte às 02h24
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SALVEM O DIA DA UMBANDA !

 

Escrito por admiração ao autor e à fonte às 02h08
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01/02/2012


Um texto muito importante para Novos e Velhos Médiuns

Fascinação e engambelo, o que parece ser não é
 

Impressiona a quantidade de pessoas em processos de obsessão na atualidade. Parece-me que quanto mais conhecimentos temos das coisas espirituais, mais falha-nos a simplicidade e a fé pelo ego intelectual inflado, o que acaba sendo uma porta escancarada para os malfeitores do além.

Dias destes comentava-me uma confrade espírita que estava cansada, que todos os centros que conhecia estavam atulhados de gente, fazendo com que os médiuns trabalhadores se encontrassem exaustos diante de tantos desequilibrados, ansiosos, depressivos, lamurientos, chorosos,..., pedindo ajuda diariamente.

Afinal, o que está havendo?

Os amigos espirituais informam-nos que há uma intensificação das obsessões, uma espécie de levante umbralino, um motim, como se houvesse uma revolta contra o capitão do navio. As almas não estão aceitando o destino da embarcação e se tornam violentas.

O próprio estilo de vida dos encarnados da crosta, agitados, ambiciosos, de falsas aparências, com uma avalanche de informações diárias de todos os meios, muita oferta de facilidades pelo salvacionismo mediúnico religioso vigente, distorce as leis de causa e efeito e o equilíbrio entre as duas esferas vibratórias de vida.

Há que considerarmos igualmente que se intensificam as remoções para outros orbes de espíritos que não podem mais ficar na psicosfera da Terra e ao mesmo tempo implementam-se barreiras magnéticas que os impedem de encarnar aqui. Naturalmente isto gera um desespero nos aglomerados espirituais do umbral inferior que se sustentam das emanações mentais e fluídicas dos encarnados. Daí a intensificação das obsessões, intencionando habitarem junto à superfície dos encarnados e daqui não saírem. E haja centro espírita com passe e água fluídica, terreiro de umbanda com banho de sal grosso e arruda, igrejas neopentescontais com sessões de descarrego, e trabalhinhos de amarração da última hora como vemos oferecidos nos anúncios de postes e pelas panfleteiras dos cruzamentos urbanos. Para aliviar o desespero de todo este povo a oferta é a mais variada, desde para os mais pacienciosos que se dispõem a assistir uma série de palestras até aos mais afoitos e apressados que querem resultado em sete dias, doa a quem doer o que só agrava o nó do novelo das obsessões na atualidade.

No dia a dia de contato com o público que freqüenta a choupana, constata-se certo padrão comportamental que define claramente uma relação de causa e conseqüência diante das ações arquitetadas pelos engenhosos psicólogos das sombras para que as interferências obsessivas sejam bem sucedidas. São as denominadas armadilhas psicológicas, um prato cheio posto na mesa para os comensais do além túmulo.  Seguidamente nos deparamos com aflitivas rogativas em que a solução está em cada um. Aparecem rotineiramente criaturas pouco vigilantes, exagerando sintomas e dores, vítimas de si mesmas diante de doenças e carências afetivas imaginárias. À menor dor de cabeça, correm a tomar medicamentos e urgentemente vêm nas consultas querendo solução imediata sem menor esforço. Tendo medo da própria sombra, impressionáveis pelo excesso de conhecimento, tudo lendo e tudo já leram, explicam até quantas penas tem as asas dos arcanjos, mas não conseguem descontrair e dar um abraço fraterno no seu semelhante sem sugarem-no em suas energias vitais. Caem facilmente nas obsessões ocultas em que desencarnados em mesma faixa mental dilapidam suas forças mentais. Quando chegam a este ponto, o que era imaginação se torna real e o que era real - a não existência de doenças ou obsessões - torna-se irreal, distorcendo-se a realidade dos fatos pelo psiquismo enfermiço dessas pessoas que são no fundo doentes da alma, medrosos e preocupados excessivamente com a saúde e a morte. Diante de suas fragilidades psicológicas e acentuado egoísmo, qualquer espírito com algum entendimento de magnetismo conseguirá observar suas densas auras e montar um plano de ação para “colarem” neles e vampirizar-lhes as energias. Assim como camaleões que se confundem com o meio, explorarão as culpas profundas, os recalques, os traumas, se fazendo passar por parentes queridos desencarnados quando não incutirão no ente que este ou àquele desafeto fez trabalho, aproveitando-se da situação e no mais das vezes se fazendo passar por falsos mentores e guias, instalando-se a fascinação, o que na umbanda conhecemos por engambelo; aquilo que parece ser não é. Paradoxalmente, os que são não aparentam ser, eles simplesmente são e pronto, no caso dos verdadeiros mentores da umbanda.

Como se instala nas criaturas, no psiquismo de profundidade da alma, no recôndito anímico, estas correntes mentais parasitas, espécies de formas pensamentos alimentadas pela imaginação do indivíduo, inicialmente sadio, que acabam instalando o desequilíbrio emocional e por repercussão vibratória as doenças?

Há que se considerar que certos indivíduos, sensíveis e facilmente objetos de fascinação por serem impressionáveis por qualquer motivo, manifestam um temor irracional às aflições corriqueiras das vidas. Almas acostumadas a serem atendidas em todos os seus desejos e a não terem a menor preocupação com a existência em vidas passadas apresentam um medo patológico diante da vida presente. Com os anos e o aprofundamento pelo excesso de conhecimento das coisas espirituais, lêem de tudo que lhes cai aos olhos e nunca se satisfazem, o que os leva sempre a procurar a última novidade espiritualista, sendo popularmente chamados como “pés de axé”, pois não param em lugar nenhum. Com a ansiedade da “salvação” não encontrada em lugar algum, o medo existencial indefinido vai se transformando em verdadeiro pavor, desestruturando o psiquismo e alimentando os mais variados distúrbios psico-somáticos, nos quais fobias e angustias, distonias comportamentais, traumas e pânicos pintam a tela das síndromes psicopatológicas persistentes e de difícil resolução nos procedimentos terapêuticos comuns, que priorizam a estrutura orgânica do ser e desconsideram o espírito ali presente que a anima.

Dia destes li uma estatística que no meio médico psiquiátrico se encontra grande consumo de psicotrópicos entre os profissionais. Como dar ao outro àquilo que não temos dentro de nós?  Isto também me lembra estas “mães de santo” que pululam nos anúncios panfletários, oferecendo riqueza e prosperidade em sete dias, elas mesmas habitando singelos casebres, alguns quase caindo aos pedaços, como podem dar o que não tem em mínimas quantidades para si próprias?

O comportamento destes seres humanos é auto-obsessivo e as obsessões que se instalam são recorrentes enquanto o “doente” da alma não muda o seu modo de pensar e ser. É padrão comum de conduta o egoísmo desenfreado, o apreço por notícias mórbidas alimentado por uma mídia sanguinolenta, o apreço por fofocas e maledicências, a preguiça e a falta de asseio mental, rigidez de opinião, arrogância por considerarem-se os donos da verdade – são os consulentes que chegam ao terreiro e dizem para a entidade o que tem e qual o trabalho a ser feito – vitimismo exacerbado, enfim, atraem para si uma baixa freqüência e uma inevitável desestruturação psíquica potencializada por desencarnados em mesma faixa mental, espíritos sedentos de vitalidade animal para se sustentarem na crosta. Qualquer dificuldade do cotidiano que surge frente a estes indivíduos, dispara o gatilho mental de pessimismo e preocupação demasiada, advindo a lamúria, o mau humor, o azedume existencial, gradativamente se instalando a anulação da vontade e a desorganização da atual personalidade que se subjuga, sutilmente, a uma força exterior que a domina e a fascina, no mais das vezes fazendo-se passar por seu mentor ou guia.

Permanecendo neste estado d’alma, em desajuste reencarnatório, ficam a mercê de uma consciência extracorpórea e não admitem que o guia mentor não seja o que aparenta ser, estabelecendo-se um mecanismo de parasitismo existencial entre espíritos, um encarnado e outro desencarnado, de difícil resolução dado o respeito ao livre arbítrio de ambos no mundo dos espíritos. Em muitos casos, “impedido” o plano espiritual superior de afastar um ou outro, se encontram enfeixados ambos de tal maneira que em próxima encarnação nascem em simbiose, amarrados pelos mesmos órgãos físicos que sustentam dois corpos.

Estes processos simbióticos de obsessão são de difícil resolução e, por vezes, ocorrem manifestações na assistência de um consulente desequilibrado. Quando não se diz iniciado aqui ou ali, é o guia mais forte e infalível que se apresenta. São dependentes psicológicos do amparo astral de um espírito e não admitem cortar este vínculo, quando não fazem questão de alimentá-lo – dar comida mesmo – rotineiramente pelas obrigações e oferendas. Independente de culto ou doutrina, por vezes é o mentor espírita, ali o mestre ascensionado, acolá o Orixá assentado, lá o caboclo ou pai velho, cá o cigano encantador e infalível, e vão às criaturas fascinadas vitalizando os espíritos do lado de lá que não podem mais encarnar no planeta.

Paradoxalmente, a maior dificuldade para o plano espiritual não são as remoções coletivas, e sim estas simbioses parasitárias individuais. Por isto, na atualidade, é estratégia psicológica das sombras os ataques em massa, mas caso a caso, estudando-se as fraquezas, as culpas e os medos de cada sujeito. Infelizmente, o conhecimento que deveria ser libertador, acaba sendo ferramenta de exaltação do ego e proporciona ricos elementos para as obsessões que enxameiam na coletividade enraizada individualmente. Os simples de coração e humildes são os verdadeiros sábios, independente de como entendamos o que é conhecimento em nossa limitada compreensão.

Diz-nos o marinheiro Zé Luzeiro, espírito calejado na lide psicológica, acostumado às pressões psíquicas das populações em diversas etnias e países, que a luzinha dos barquinhos dos cidadãos estão apagadas e a luz flamejante que os orienta para os conduzirem ao oceano da bem aventurança pode estar levando-os a ficarem encalhados no mar da existência por longos e longos anos. Refere-se aos vaidosos, egocêntricos e entusiasmados com seus guias que aparentam ser e na verdade não são. É o engambelo, o barquinho luzeiro na entrada da baía que conduz à armadilha no porto os que se aventuram em mares que acham que conhecem, mas que na verdade nada sabem sobre os seus verdadeiros habitantes da costa, saqueadores de almas para manterem-se em seus habitats anômalos na crosta terrestre, grudados em seus médiuns “pé de axé” - que não param em lugar algum.

 

 

O vento que venta, não venta

O ar que urra não urra

Atrás de mim não vem gente ó meu Deus

Quem é que tanto me empurra?

 

Quem te ensinou a nadar

Quem te ensinou a nadar

Foi, foi marinheiro

Foi os peixinhos do mar

Foi, foi marinheiro

Foi os peixinhos do mar

 

Fonte:  RBU - Rede Brasileira de Umbanda  onde cita que ( Este texto faz parte do livro "Mediunidade & Sacerdócio" – Ramatis/Norberto Peixoto, pela Editora do Conhecimento ).

Escrito por admiração ao autor e à fonte às 14h41
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